O Que Significa Tudo 4 Facção?

03.07.2023 0 Comments

O Que Significa Tudo 4 Facção

O que significa tudo 3 na facção?

2. Tudo 3. No Rio de Janeiro, é usado como gíria por apoiadores da facção Terceiro Comando Puro (TCP) para indicar que a área está sob controle, tranquila ou identificar apoiadores.
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O que significa tudo 2 no crime?

Tudo 2 é uma gíria usado por criminosos, da facção chamados Comando Vermelho. Se refere ao sinal que fazem com as mãos simbolizando o C e o V, iniciais de Comando Vermelho. O vê nada mais é do que dois dedos que nós também usamos como número dois, obviamente.
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O que é tudo 3 e tudo 2?

Significa que está tudo bem, tudo ótimo. É bastante usado na região metropolitana da Capital do Rio Grande do Sul, Porto Alegre.
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Qual a diferença entre tudo 2 é tudo 3 facção?

Facções entram em centro de internação para jovens infratores em Goiânia — CMDCA Thalys Alcântara O Que Significa Tudo 4 Facção Uma das alas onde ficam os jovens infratores apreendidos no Case do Conjunto Vera Cruz (Foto: Case Goiânia) As facções criminosas Primeiro Comando da Capital (PCC) e Comando Vermelho (CV) estão presentes no sistema socioeducativo de Goiás, onde são internados jovens e adolescentes infratores.

Inscrições em paredes e bilhetes interceptados no Centro de Atendimento Socioeducativo (Case) de Goiânia, no Conjunto Vera Cruz, revelam ligação de internos com grupos criminosos paulista e carioca. O governo estadual reconhece que “há indícios” dessa frente do crime organizado e afirma que estão sendo tomadas medidas para monitoramento e controle.

A situação no Case está tão grave que já há duas partes da unidade destinadas a internos faccionados, que não podem se misturar com grupos rivais. No módulo E ficam jovens e adolescentes ligados ao CV e no módulo C, integrantes do PCC. Ambos os módulos estão na área 2 do Case, que foi cenário do assassinato de dois internos nos últimos dias 7 e 11 por companheiros de alojamento.

Inscrições nas paredes dessas alas remetem ao mundo do crime e às facções. “Tudo 2”, “TD2”, “CV”, “CVRL” e “Trem bala” são alguns dos termos encontrados nas paredes do Case, que remetem à facção carioca. Já na parte do grupo rival, há nas paredes “PCC”, “TD3” e “1533”, referências ao Primeiro Comando da Capital.

Ainda nas paredes, são comuns frases que fazem referência ao mundo do crime e a rivalidade. “As armas cantam e no fim sua mãe que chora”, diz uma frase do lado da sigla PCC. “Dizem que não rezo pelos meus amigos. Ao contrário, rezo pra que a alma deles queimem no inferno”, alerta outra inscrição na tinta da parede.

A reportagem também teve acesso a oito bilhetes escritos em papel branco comum, chamados pela gíria de “catatau”, que são uma forma dos internos se comunicar entre si, já que eles passam a maior parte do dia trancados em seus alojamentos, que abrigam dois adolescentes cada. Quatro dos comunicados são assinados com os termos “CV”, “TD2” e “E o trem”.

Além disso, dois deles contêm desenhos feitos de caneta de uma locomotiva. O “trem bala” é um símbolo da facção carioca.
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Qual é o sinal do PCC?

Ambos fizeram o sinal de ‘3’ com as mãos, símbolo que representa a organização criminosa PCC (Primeiro Comando da Capital), e foram executados por membros do CV (Comando Vermelho).
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Qual a cor do PCC?

O grupo usava o símbolo chinês do equilíbrio yin-yang em preto e branco, considerando que era ‘uma maneira de equilibrar o bem e o mal com sabedoria’.
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O que significa tudo 6?

1. Tudo 6. No estado da Bahia, os termos É nós, é noix, TD6 ou TUDO 6 é uma saudação, apoio e/ou apologia a facção criminosa Caveira.
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O que significa 1 facção?

Poder e influência: qual a diferença entre facção criminosa, PCC e milícia? As milícias e as facções criminosas fazem parte da realidade brasileira há anos. Elas exercem poder e colocam medo na sociedade, estão frequentemente nos noticiários e entraram no foco dos debates sobre segurança pública no Brasil.

Em meio a tantas informações sobre esses grupos, surgem as dúvidas: afinal, qual a diferença entre milícia e facção criminosa? O que é exatamente o grupo, como essa organização atua e qual seu papel no tráfico de drogas? Facções criminosas são grupos de pessoas que atuam de forma organizada e articulada para a prática de crimes — o principal deles é o tráfico de drogas.

Essas organizações existem em todo o mundo e, no Brasil, exercem grande influência.

Segundo especialistas em segurança pública, a formação de facções é relativamente recente no Brasil —data do fim da década de 1970.Hoje, a principal facção criminosa brasileira é o PCC ( Primeiro Comando da Capital ), que contava até 2020 com pelo menos 33 mil membros, segundo investigações da PF (Polícia Federal) e do Ministério Público de São Paulo.O PCC foi criado em agosto de 1993, na casa de custódia de Taubaté, conhecida como ” Piranhão ” —à época, era a prisão mais segura de São Paulo.

Em princípio, o grupo, assim como outras organizações menores, tinha como objetivo combater a opressão dentro do sistema prisional. Um dos fatos que levou à criação do PCC foi o, em 2 de outubro de 1992, que deixou 111 mortos em um presídio na zona norte de São Paulo.

  1. Hoje, o PCC tem atuação em todo o território brasileiro e em países próximos, como Paraguai, Bolívia, Colômbia e Venezuela.
  2. Boa parte de suas atuações se concentra no estado de São Paulo.
  3. A principal fonte de faturamento é o tráfico de drogas, mas atividades criminosas como assalto a banco, roubo de cargas e sequestros também fazem parte das operações do grupo.

Há ainda outras facções criminosas o Brasil, como o Comando Vermelho (CV) e o grupo Amigos dos Amigos, criados no Rio.
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O que significa tá 3?

Tá 3 significa que tá calmo, que tá milhão.
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Qual é o significado do Comando Vermelho?

Origem: Wikipédia, a enciclopédia livre.

Comando Vermelho
Fundação 17 de setembro de 1979 (como Falange Vermelha)
Local de fundação Presídio Cândido Mendes, Ilha Grande, Angra dos Reis, Rio de Janeiro, Brasil,
Anos ativo 17 de setembro de 1979 — presente
Território (s) Brasil, majoritariamente no Rio de Janeiro e outros países como, Bolívia, Peru, Venezuela, Paraguai e Colômbia,
Atividades assassinatos, tráfico de drogas, assaltos, rebeliões, atividades terroristas e formação de quadrilha
Aliados CV do Ceará, CV do Amazonas, CV de Sergipe, CV da Bahia e filiais do CV em outros estados.
Rivais PCC, TCP, ADA, MLJ, EC,

O Comando Vermelho Rogério Lemgruber, mais conhecido como Comando Vermelho e pelas siglas CV e CVRL, é uma das maiores organizações criminosas do Brasil, Foi criada em 1979 no Instituto Penal Cândido Mendes, na Ilha Grande, Angra dos Reis, Rio de Janeiro,

Entre os membros fundadores da facção, que se tornaram notórios depois de suas prisões, estão os líderes Rogério Lemgruber, William da Silva Lima, o “Professor”, Carlos Alberto Mesquista, também conhecido como Professor, Paulo Nunes Filho, o Flávio ou Careca, Paulo César Chaves, o PC, Eucanã de Azevedo, o Canã, Iassy de Castro, o Iacy, Apolinário de Souza, o Nanai, Antônio Alves de Lima, o Antônio Branco, Ubiratan Gonçalves da Costa, o Bira, dentro outros.

O CV possui ramificações em outros estados brasileiros como Acre, Amapá, Alagoas, Bahia, Ceará, Distrito Federal, Mato Grosso, Pará, Rio Grande do Norte, Rondônia, Roraima e Tocantins,
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O que quer dizer a sigla td2?

Dicionrio inFormal – O dicionrio onde o portugus definido por voc! Dicionrio inFormal® possui definies de grias e palavras de baixo-calo. Seu contedo no adequado para todas as audincias. Significado de td2: Quer dizer tudo dois, que significa o mesmo que: tudo na paz, tudo bem. – Significados, Definies, Sinnimos, Antnimos, Relacionadas, Exemplos, Rimas, Flexes
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Quais são as Faccoes aliadas do PCC?

02/02/2022 – 19h35 (Atualizado em 10/02/2022 – 13h06) “Vai da sua ocasião. Vai da sua necessidade. Com o comando, tudo tem que ser justo. Aqui na favela, pode ter certeza que os moradores preferem 50 irmãos do comando do que 50 viaturas. A polícia bate muito na gente.

  1. Se a polícia tratasse bem e se a cadeia fosse do jeito que tem que ser, não ia precisar fazer uma organização.
  2. O governo criou isso.
  3. E agora tem que arcar com as consequências.” A frase acima foi dita por um integrante do PCC (Primeiro Comando da Capital) durante uma entrevista cedida para a Record TV, no ano passado, em um bairro periférico do extremo Sul da capital paulista.

Assim como ele, pelo menos 35.000 pessoas integram a maior organização criminosa do país, que está presente em todas as esferas da sociedade, incluindo diferentes classes sociais, bairros e etnias. Nascido em São Paulo em 31 de agosto de 1993, motivado, entre outros fatores, pelo Massacre do Carandiru, ocorrido em outubro de 1992, o PCC avançou para outros estados e países com o passar do tempo.

  1. Em pleno processo de cartelização, a facção paulista tenta estabelecer uma lavagem de dinheiro refinada e se conecta a outras organizações criminosas ao redor do mundo, como, por exemplo, a máfia italiana ‘Ndrangheta.
  2. O PCC, no entanto, é apenas uma das 53 facções criminosas que atuam no Brasil.
  3. O dado, levantado com exclusividade pelo Núcleo de Jornalismo Investigativo da Record TV com base em investigações de diferentes órgãos dos governos federal e estaduais, não inclui milícias.

Facções e milícias são organizações criminosas. O que diferencia os dois grupos, apesar de semelhanças, é a ligação intrínseca das facções com os presídios, enquanto as milícias têm elos com polícias. O PCC é a maior facção do país, com ação transnacional.

  • Ele não age apenas na compra de maconha e cocaína de países produtores, mas também exporta toneladas de drogas para Europa, África e Ásia por meio de navios de carga que atracam na costa brasileira.
  • Já o CV (Comando Vermelho), que é a facção mais antiga do país, ocupa o posto de segunda maior do Brasil.

Apesar de ter sido a primeira a chegar no Paraguai, onde busca drogas e armas, o CV não tem tradição de exportar cocaína para outros continentes. Das 27 unidades federativas do país, apenas quatro têm o domínio de uma só facção em seu território: São Paulo, Mato Grosso do Sul e Piauí têm como única facção o PCC.

  1. Já o Mato Grosso é dominado apenas pelo CV.
  2. Há conflitos violentos dentro do sistema penitenciário, em atividade, em pelo menos 11 estados.
  3. E, nas ruas do país, há regiões de conflito de facções em ao menos 9 estados.
  4. As facções divididas por estado: Acre: CV, PCC, Bonde dos 13, Ifara Amapá: CV, PCC, Família Terror do Amapá, Amigos para Sempre, União do Crime do Amapá Alagoas: CV, PCC Amazonas: Cartel do Norte, PCC, CV, TCP, Crias da Tríplice Bahia: PCC, Katiara, Comando da Paz, Caveira, Bonde do Maluco, Mercado do Povo Atitude, Ordem e Progresso, Bonde do Ajeita Ceará: PCC, CV, Guardiões do Estado Distrito Federal: CV, PCC e Comboio do Cão Espírito Santo: PCC, Primeiro Comando de Vitória, Trem Bala Goiás: PCC, CV, Família Monstro Maranhão: Bonde dos 40, PCM, PCC Mato Grosso: CV Mato Grosso do Sul: PCC Minas Gerais: PCC, Família Monstro Pará: PCC, CV, Comando Classe A, Bonde dos 30, União do Norte, Equipe Rex, Equipe Real Paraíba: PCC, Okaida, EUA Paraná: PCC, Máfia paranaense Pernambuco: PCC, Okaida Piauí: PCC Rio de Janeiro: CV, Amigo dos Amigos, Terceiro Comando Puro, Milícias Rio Grande do Norte: PCC, CV, Sindicato do Crime Rio Grande do Sul: Abertos, Bala na Cara, Os Manos, Comando Pelo Certo, Farrapos, Unidos pela Paz, Os Tauras, Vândalos, Mata rindo, Grupo K2, Cebolas, PCI e PCC Rondônia: PCC, CV, Primeiro Comando do Panda Roraima: PCC, CV Santa Catarina: PCC, Primeiro Grupo Catarinense, CVSC, Força Revolucionária Catarinense, Primeiro Crime Revolucionário Catarinense São Paulo: PCC Sergipe: PCC, Bonde dos Maluco, CV Tocantins: PCC, CV, Máfia tocantinense Fonte: Núcleo de Jornalismo Investigativo da Record TV Ostentando uma arma de grosso calibre, adaptada para rajadas de 50 tiros caso seja necessário, o chefe do tráfico de uma das principais favelas do Rio de Janeiro desce até o meio do morro para conversar com repórteres investigativos da Record TV,

Acompanhado de um traficante, tido como seu braço direito, e de seguranças, também fortemente armados, ele era cumprimentado, a cada beco ou viela da favela, por moradores e por adolescentes que se tornaram traficantes muito cedo. Era noite de jogo do Flamengo e a favela estava em polvorosa.

Para aceitar ceder a entrevista, o traficante e seu braço direito fizeram apenas dois pedidos: suas identidades e a favela onde viviam deveriam ser preservadas. “De resto, pode me perguntar, que eu te respondo”, disse. Antes de a gravação iniciar, o chefe do tráfico citou que, mesmo morando próximo da praia, não poderia, nunca, frequentá-la.

“Eu não preciso e não posso ir para a praia. Sou procurado pela polícia. Minha foto está estampada por aí. Mas, aqui, a minha vida é boa. Tudo o que eu preciso chega até mim: roupas, joias, comida, bebida, baile e mulher”, afirmou. Sem perspectiva de mudar o rumo de sua vida, ele aceita o limite daquilo que pode ter.

Os dois traficantes são membros do Comando Vermelho. Ambos afirmam que nem sequer se recordam quantas pessoas já mataram. Entre as vítimas, faccionados rivais e policiais. “É normal. A gente está sujeito a isso”, afirmou o chefe. Questionado se tinha algum arrependimento, ele negou: “Na guerra, você mata ou morre.” O traficante braço direito do chefe local complementou: “Estudei, fiz curso, trabalhei, depois vim para esse lado.

Estou há 8 anos no tráfico. Fui me envolvendo cada vez mais, levando coisa ali, levando coisa aqui, ajudando o amigo ali, escondendo outro aqui. Quando vai ver, já está com a arma na mão, envolvido”. Ele ficou seis anos preso. E diz que faz e fará de tudo para não voltar para a cadeia.

  1. Aqui fora, tem disputa por venda de ponto de droga, por local, por arma.
  2. Tu vai sobrevivendo”, disse o braço direito.
  3. O Comando Vermelho é a facção criminosa em atividade mais antiga do Brasil, fundada em 1979, no Instituto Penal Cândido Mendes, no Rio.
  4. A ditadura colocou lá presos que tinham crimes ligados à segurança nacional.

Como o crime começou com roubos a bancos e os grupos da esquerda armada também faziam roubos a bancos, então, presos comuns e presos políticos foram colocados juntos na Ilha Grande e, de lá, emergiu a construção da facção”, explicou o sociólogo José Cláudio de Souza Alves, da UFRRJ (Universidade Federal Rural do Rio de Janeiro).

  1. Com o passar dos anos, além do CV, surgiram outras facções criminosas no estado.
  2. Mas quem ganhou força, mesmo, foram as milícias.
  3. Hoje, as milícias ocupam 57% dos territórios ocupados por grupos armados no Rio de Janeiro.
  4. A milícia é o estado.
  5. É o poder do estado que está ali de forma criminosa”, complementou o professor Alves.

De acordo com o sociólogo Gabriel Feltran, da UFSCAR (Universidade Federal de São Carlos), “se antes existia a lei do mais forte, depois, surgiu um terceiro elemento, que seria: ‘Não vou resolver na força, vou chamar um irmão e vai sentar todo mundo e os irmãos vão intermediar os debates’, ou seja, foi produzida uma ordem num mundo onde a ordem era a violência”.

  • Em São Paulo, essa união se manifestou na penitenciária de Taubaté, no interior do estado, em 1993.
  • Os presos temiam que pudesse acontecer com eles algo parecido com o que ocorreu um ano antes, na antiga Casa de Detenção da capital paulista.
  • Os caras falaram: ‘Ou a gente vai se defender ou a gente vai ser exterminado como os outros companheiros lá no Carandiru’.

Tanto que, no primeiro estatuto do PCC, o Massacre do Carandiru é citado. O surgimento da facção foi uma reação a esse tipo de política de estado”, afirmou Feltran. Depois da criação, a primeira demonstração de força foi em 2001, quando os integrantes do PCC fizeram uma megarrebelião no sistema penitenciário paulista.

  1. A rebelião nos levou a descobrir que havia um sistema complexo de comunicação entre os presos, através de conferências de chamadas.
  2. Eles usavam as famílias em diversos locais do estado, compravam telefones e criavam central de chamadas”, relembrou à Record TV o atual delegado-geral de SP, Ruy Ferraz Fontes.

Anos depois, em maio de 2006, o PCC conseguiu parar a cidade de São Paulo com uma sequência de ataques simultâneos contra as forças de segurança estaduais. Segundo o secretário da Segurança Pública à época, Marco Vinício Petrelluzzi, os crimes cessaram após os membros do PCC terem percebido que morreriam mais pessoas ligadas à facção ou inocentes moradores de bairros de periferia do que policiais.

Ao longo do tempo, uma versão que nunca foi confirmada oficialmente aponta que o governo paulista teria negociado uma rendição com o chefe do grupo: Marco Willians Herbas Camacho, o Marcola. Sob essa suspeita, deputados federais chegaram a interrogá-lo, em Brasília, mas a hipótese não prosperou. Depois, o PCC passou a ter como prioridade a venda de drogas para outros países e continentes.

Atualmente, a facção paulista é apontada, inclusive, como parceira comercial da máfia italiana ‘Ndrangheta, tida como a maior organização criminosa do mundo por autoridades europeias. “Hoje, o PCC está lucrando em torno de R$ 500 milhões por mês”, disse o promotor Lincoln Gakiya.

  1. As facções na região Sudeste do Brasil: – PCC: Presente em quase todos os estados do Brasil, além do Paraguai e Bolívia, tem 90% do seu faturamento proveniente do tráfico de drogas, porém também atua em assaltos a transportadoras de valores e em roubos de carga de grandes valores.
  2. Difere os negócios da facção e dos faccionados.

O PCC teve quatro fases desde a sua criação: Entre 1993 e 2001, estava em expansão territorial; entre 2001 e 2006, ampliava sua influência; entre 2006 e 2011, adotou caráter mais discreto; e desde 2011 está numa fase de confrontos seletivos, com disputa interna.

Atualmente, o principal foco da facção é o tráfico internacional de cocaína. – Comando Vermelho: A segunda maior facção criminosa do país surgiu em 1979 no extinto presídio da Ilha Grande, no Rio de Janeiro. Suas primeiras fontes de renda eram assaltos a bancos e joalherias. Mudou seu comportamento, migrando para o tráfico de drogas, com a ascensão de Marcinho VP, em 1999.

As bases mais importantes do CV atualmente estão nos complexos do Alemão, Chapadão e Salgueiro, além das favelas da Chatuba, Antares e Rocinha. Com a chegada das UPPs, expandiu e cresceu para o sul fluminense, sobretudo na região de Angra dos Reis e Paraty, além de outros estados, como Ceará, Mato Grosso e Pará.

  1. Amigo dos Amigos: Criada entre 1994 e 1998 no sistema penitenciário do Rio de Janeiro.
  2. Sua composição original é formada por dissidentes do CV.
  3. Inicialmente, era aliada do TC (Terceiro Comando), também dissidente do CV.
  4. Depois da morte de um líder do TC numa rebelião que ocorreu em Bangu em 2002, a aliança foi desfeita.

O TC, depois, foi extinto, e alguns de seus integrantes migraram para o ADA. Depois de perder o controle da favela da Rocinha para o CV, perdeu, consequentemente, espaço na capital fluminense. Uma afinidade que tem com o TCP (Terceiro Comando Puro) pode ajudar na sua atuação na região metropolitana da capital.

Seu status anterior é tido por autoridades da segurança pública como irrecuperável. – Terceiro Comando Puro: O TCP foi criado no Complexo da Maré em 2002. Suas bases são concentradas principalmente nas zonas Norte e Oeste do Rio. Suas bases importantes estão na Serrinha e complexos do Dendê, Maré, Pedreira e Senador Camará.

Sua composição original era formada por dissidentes do TC, ADA e CV. Atualmente, é formada de novos integrantes do TCP e de dissidentes do ADA. O TCP disputa territórios com o CV no interior do Rio, principalmente nas regiões de Volta Redonda, Barra Mansa, Angra dos Reis e Paraty.

  • Tem laços com o PCC e com milícias.
  • Primeiro Comando de Vitória: O PCV é uma facção que não entra em conflito com o PCC no Espírito Santo.
  • A facção é liderada por um casal: Paulo Cezar Moreira Junior, o PC, e sua esposa, Rayane Cardoso Sant’Anna.
  • Em maio de 2011, a polícia local interceptou um “salve” que determinava ataques a ônibus, bancos, agentes públicos e três presos que delataram a facção ao Ministério Público.
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– Trem Bala: Surgiu em 2012 após conflito com o PCV pelo bairro da Penha, em Vitória. Não tem estatuto ou regras definidas para adesão ou permanência. Inclusive, há integrantes que também são do PCV. Por ser menor que o PCC e o PCV, evita conflitos. Seu líder é Carlos Alberto Furtado da Silva, o Nego Beto, que é ex-PCV.

  • De cima da muralha do Iapen (Instituto de Administração Penitenciária do Amapá), policiais penais observam um pequeno presídio, situado na capital, Macapá, aparentemente calmo.
  • Aparentemente porque a vista de cima da muralha é muito diferente da que se estiver dentro de uma cela do local.
  • É de lá que partem, de faccionados, ordens de crimes violentos a serem cometidos no estado, como, por exemplo, tortura e homicídios.

PCC e CV estão presentes no Amapá — dentro e fora do cárcere. No entanto, o estado é o único que tem, além das facções nacionais, facções locais que fazem frente às maiores. São elas: FTA (Família Terror do Amapá), APS (Amigos Para Sempre) e UCA (União do Crime do Amapá).

As cinco facções e uma polícia que nunca teve um policial condenado por excesso são a razão pela qual anualmente o Amapá figura entre os estados mais violentos, proporcionalmente, e com maior letalidade policial do país. A Abin (Agência Brasileira de Inteligência) aponta a migração de dissidentes do PCC e CV para a FTA e APS, respectivamente.

De acordo com dados da segurança pública estadual, enquanto FTA e APS reúnem 7.000 criminosos, PCC e CV chegam a 500 e 300 integrantes, respectivamente. Para combater as facções, o estado inaugurou um departamento especializado na Polícia Civil. O delegado-geral, Antonio Uberlândio Azevedo Gomes, apesar de tentar valorizar a estrutura que possui, deixa a entender, nas entrelinhas, que a polícia não tem condições de enfrentar efetivamente o crime organizado no tocante à investigação.

  1. Falta pessoal.
  2. Enquanto isso, a violência causada pelas facções faz diversas vítimas.
  3. Felizia Melo de Araújo da Silva chora a morte do filho desde maio do ano passado.
  4. Marcelo Araújo da Silva foi assassinado com um tiro no pescoço, em um conjunto habitacional de Macapá, enquanto empinava pipa em maio do ano passado.

“Ele gostava de ajudar a comunidade, de ir à igreja, gostava de música. Agora, só restou saudade”. De acordo com a Divisão de Homicídios da Polícia Civil, Marcelo era inocente: Ele foi alvo de um faccionado que caçava um membro de uma facção rival. Marcelo estava no lugar errado, na hora errada.

Inocentes no Amapá, porém, não morrem apenas com tiros disparados por faccionados. A cidade de Santana, vizinha à capital Macapá, abriga uma família que busca por justiça. Sandro Xavier Gomes, de 25 anos, conhecido como Pitito, foi morto pela PM em 20 de abril de 2020, com dez tiros. Inicialmente, os militares divulgaram que ele roubou uma pessoa, teria resistido a uma abordagem e portava uma arma.

Eles disseram, ainda, em entrevista para a televisão, que Gomes pertenceria a uma facção criminosa. Os familiares de Pitito negam essa versão veementemente e estão, desde então, empenhados na campanha #justiçapelopitito. Os policiais foram indiciados por homicídio nesse caso, mas a denúncia não foi apresentada pelo Ministério Público.

Como de costume. A promotora Andréa Guedes Medeiros, integrante do Gaeco do Amapá, em entrevista à Record TV foi bastante vocal na defesa da atividade policial no estado. Para ela, os policiais que matam estão bem preparados. O que corrobora com a entrevista cedida pelo comandante-geral da PM, o coronel José Paulo Matias dos Santos.

Segundo ele, os policiais são prestigiados pela população. Em um exemplo de ação citada por ele, o coronel lembrou de um suspeito morto pela polícia com seis tiros: “Eram três policiais, cada um atirou duas vezes, então não foi execução.” Apesar das declarações oficiais, uma morte em plena noite de Natal de 2020 chamou a atenção pela brutalidade.

  1. Emerson de Almeida, de 23 anos, estava na casa da mãe, em Santana, quando policiais do Bope procuravam um faccionado no bairro em que morava e que tinha cabelo pintado de amarelo.
  2. Benedita Márcia Almeida, mãe do rapaz, conta que, naquela noite, seu filho, ao perceber a movimentação da polícia, por curiosidade, foi até a frente do portão observar.

Assim que colocou a cabeça para a calçada, foi baleado. Morreu na hora. A PM afirmou à imprensa, na época, que o filho dela seria um faccionado. Ela nega. E diz que, além de ter perdido o filho, foi agredida e ameaçada por policiais, minutos depois do disparo.

  • Segundo Benedita, os policiais arrombaram a porta da casa e comeram a ceia de Natal preparada pela família.
  • Na sequência, quebraram móveis.
  • Na saída, a mãe conta que um dos policiais passou o dedo na poça de sangue ao lado do corpo e começou a tingir, com traços do sangue, a parede da garagem da casa.

Seis meses depois, quase todas as manchas de sangue saíram. Apenas uma permaneceu: Em cima da imagem de Jesus Cristo crucificado, que já existia ali antes da morte de Emerson. As facções na região Norte do Brasil: – Cartel do Norte (Ex-Família do Norte): Surgiu entre 2010 e 2011.

  1. Seus primeiros nomes foram “Amigos do Amazonas”, “Primeiro Comando do Norte” e “Família do Norte”.
  2. Há quem chame, atualmente, de CDN (Cartel do Norte), mas é conhecida nacionalmente como FDN (Família do Norte).
  3. Sua principal área de atuação é no Amazonas, tendo o tráfico de drogas como atividade principal e roubos a bancos como atividades secundárias.

Em 2017, houve no Amazonas um primeiro racha. Com isso, surgiu o CV no estado. José Roberto Fernandes Barbosa, vulgo Avatar ou Pertuba, aliado a João Pinto Carioca, vulgo João Branco, brigaram e ganharam o comando da facção contra Gelson Lima Carnaúba, vulgo Mano G.

  • Em 2019, houve um segundo racha.
  • Dessa vez, Pertuba ganhou a disputa contra João Branco.
  • Desde então, ficou estipulado que haveria contribuições mensais e ficaram suspensas temporariamente ameaças contra autoridades.
  • Autoridades brasileiras apontam que o CDN basicamente se beneficia de áreas de difícil acesso e de baixa fiscalização para atuar no tráfico internacional.

– Facções no Acre: O Acre tem quatro facções criminosas: as aliadas Primeiro Comando da Capital, Bonde dos 13 e Ifara (antiga Resistência Acreana), e a rival das três: Comando Vermelho. A Ifara é a menor e a mais antiga do Acre. Foi fundada entre 2002 e 2005 no Complexo Penitenciário Francisco de Oliveira Conde.

  1. Atualmente, ela está concentrada no município e no presídio de Tarauacá.
  2. A facção Bonde dos 13 foi criada em 12 de junho de 2013.
  3. Sua cúpula tem 13 integrantes.
  4. Seu principal líder, apontado como “discreto, mas influente”, é Francisco das Chagas Silva.
  5. Sua atividade principal é o tráfico de drogas.
  6. O roubo de banco também é feito, mas de maneira secundária.

Há registros de extorsões feitas pelo grupo a comerciantes de Tarauacá e de Feijó. A B13 tem lideranças responsáveis por formar núcleos de “soldados” soltos pela Justiça ou sem passagem criminal. Esses “soldados” são escalados para praticar assaltos, sequestros e assassinatos de X9s.

  • É tida como uma facção mais violenta do que as demais.
  • No entanto, vem perdendo espaço, junto ao PCC, para o CV.
  • As autoridades apontam que, depois da morte de Jorge Rafaat Toumani, em junho de 2016, a B13 perdeu influência no estado juntamente com o PCC.
  • Atualmente, no Acre, quem domina o Vale do Juruá e Cruzeiro do Sul, próximo da fronteira com o Peru e com a Bolívia, é o CV.

Aquela região é importante para o tráfico internacional de drogas porque é de lá que chega boa parte da cocaína produzida em território peruano. O CV controla todos os afluentes do Rio Juruá, exceto o Moa, que é da B13, e também controla todo o tráfico de drogas em Cruzeiro do Sul.

– Rondônia: Estruturado por Fernandinho Beira-Mar quando esteve no presídio federal de Porto Velho, o CV é a facção criminosa mais antiga no estado, com registros de presença desde pelo menos 2009. Lá, existem núcleos duros do grupo nas cidades de Ariquemes e Vilhena. O PCC se instalou em meados de 2012, com núcleos em Rolim de Moura e Cacoal.

A rivalidade entre PCC e CV é maior dentro das cadeias do que nas ruas. Pelo estado, PCC e CV escoam pasta base de cocaína que vem de Guayaramerín, na Bolívia. Parte da droga fica estocada no estado. O restante segue para Mato Grosso, Mato Grosso do Sul e Goiás, como destinos temporários, antes de chegar para São Paulo ou Rio de Janeiro, os destinos finais.

Roraima: O estado é dominado pelo PCC depois de a facção ter exterminado integrantes do CV e do CDN. Há poucas disputas territoriais, já que o mercado local é fraco. Lá, o PCC é voltado para os negócios com grupos da Venezuela e da Guiana. Indígenas são tidos como público-alvo para o tráfico de maconha.

– Amapá: Trata-se do estado com maior letalidade policial do país, proporcionalmente, segundo o Fórum Brasileiro de Segurança Pública. As autoridades que acompanham a situação local dizem que o cenário é sem hegemonia perceptível. A maior facção no estado é a FTA (Família Terror do Amapá).

  1. Em 2018, dissidentes do PCC e do CV migraram para as facções locais FTA e APS (Amigos Para Sempre).
  2. Um ano depois, houve rompimentos das facções locais com o PCC e com o CV.
  3. A única aliança identificada é da APS com o CDN.
  4. De menor expressão e localizada em dois municípios, está a UCA (União do Crime do Amapá).

– Pará: O PCC foi detectado no estado em 2006, está bem estruturado e segmentado no Pará. Seu principal inimigo é o CV, já seu principal aliado é o CCA (Comando Classe A). A facção paulista é influente dentro dos presídios, mas não hegemônica nas ruas.

Já o CV foi detectado em 2009 e, atualmente, é a principal facção do estado. O CV cresceu utilizando a mesma tática que usou em outros estados: fez cooptação para batismos e fomentou cisões no PCC. Ainda no Pará, há a presença do CDN, que é menor do que o PCC e o CV. Sem alianças, está quase em extinção na localidade.

A CCA, também conhecida pela sigla 331, surgiu em Altamira, onde é tida até hoje como muito forte. Antigamente, era aliada do CV, agora é do PCC e tem emissários no Peru. Menores, ainda existem a Equipe Rex, que tem seu QG no bairro Terra Firme, na periferia de Belém, é aliada ao CV, mas está em processo de extinção.

  • A Equipe Real, também aliada ao CV, é influente em Ananindeua, na região metropolitana de Belém.
  • E o Bonde dos 30 foi criado em 2014 depois da morte de um líder de um grupo de extermínio, mas vem perdendo força.
  • Tocantins: O PCC era absoluto no estado até 2009.
  • Depois de uma rebelião ocorrida naquele ano, lideranças da facção foram transferidas para o sistema penitenciário federal.

Com isso, o CV se fortaleceu no local, chegando a ser a maior facção até 2016. Em 2018, o PCC voltou a se recuperar no território e é, até hoje, a facção predominante no local. O estado é usado pelas duas facções como um local de entreposto da cocaína que chega dos países produtores.

O clima é tido como tenso entre as duas facções dentro e fora dos presídios. Na periferia do Ceará, estar livre não quer dizer o mesmo que ser livre. Você pode estudar, trabalhar e ter uma família bem estabelecida. E, mesmo assim, não ser livre o suficiente para atravessar uma rua, frequentar uma escola ou ir para um posto de saúde.

Isso acontece se você mora em um bairro dominado por uma facção e precisa se dirigir a um bairro dominado por outra facção. Esse é o principal fenômeno criminal estipulado pelas facções GDE (Guardiões do Estado), PCC e CV no estado cearense. O controle dos territórios não se dá apenas por meio dos bairros.

A divisão é ainda menor: por quarteirões. A movimentação dos moradores é observada por olheiros de cada um dos grupos. Eles questionam por que uma pessoa está simplesmente transitando por uma área e podem matá-la se não ficarem satisfeitos com a resposta da pessoa. São as chamadas “mortes por nada.” De acordo com o secretário da Segurança Pública do Ceará, Sandro Caron, 80% dos homicídios registrados no estado têm ligação direta com a atuação das facções criminosas.

O município apontado como o mais violento do Brasil pelo último anuário publicado pelo FBSP (Fórum Brasileiro de Segurança Pública) fica no Ceará. Trata-se de Caucaia, que teve 360 mortes violentas intencionais em 2020 — uma taxa de 98,6 homicídios para cada 100 mil habitantes.

  1. A Record TV foi até o local.
  2. Em uma favela, eram visíveis pichações do CV e o medo entre os moradores.
  3. Ali, duas pessoas contaram que foram expulsas de casa, por integrantes do CV, porque os traficantes achavam que eles tinham ligação com uma outra facção, que dominava ali antes do grupo carioca.
  4. Isso não é raridade.

São comuns casos como esses no Ceará. Mas há jovens que conseguem deixar essa dinâmica criminal para trás. É o caso de um rapaz de 21 anos, que ficou perto da morte incontáveis vezes. Duas delas foram marcantes, porém. Membro do GDE, ele foi baleado por integrantes do CV e, por pouco, não foi executado ao ser capturado por membros da quadrilha rival.

Enquanto estava sob posse dos inimigos, um líder comunitário soube da notícia e foi até lá. Ao chegar, ouviu dos membros do CV que, para libertá-lo, o mediador teria que se responsabilizar pelo rapaz e ouvir a promessa de que ele teria um emprego no dia seguinte. Assim, o líder comunitário decidiu comprar 10 galinhas para o jovem cuidar.

Meses depois, o rapaz continuava cuidando das galinhas. “Parte delas eu vendo. Outra parte, crio. Os ovos, a mesma coisa. Eu deixo chocar pelo menos 10 ovos, sempre. Aí nascem 10 pintinhos e posso entregar pra outros 10 amigos saírem da facção e seguirem um caminho melhor”, afirmou.

Agora eu consigo ir até a casa da minha mãe, porque não devo mais nada pra eles. Consigo sair e fazer tudo o que antes não dava. Aquela vida é sem futuro”, complementou. Já na Bahia, existe uma forte conexão do crime organizado com o chamado “Novo Cangaço” – termo que é controverso. Alguns especialistas preferem chamar o fenômeno de “domínios/tomadas de cidade”.

Um dos maiores estados da federação, a Bahia tem a ação forte de facções criminosas nas grandes cidades. No entanto, a conexão delas com o interior se dá principalmente a partir dos grandes assaltos em pequenos municípios. Em maio de 2021, a pequena cidade de Correntina, localizada no oeste do estado, foi palco de uma sequência de explosões de três agências bancárias em uma mesma madrugada.

  • A caçada aos criminosos mobilizou a polícia de toda a Bahia e terminou num confronto a 300 km do local do assalto, onde parte da quadrilha morreu.
  • O servidor público Yan Vítor da Silva foi um dos três reféns mantidos pelos criminosos que assaltaram a cidade na ocasião.
  • Depois de ter passado a noite com alguns amigos, ele circulava de motocicleta por Correntina quando foi interceptado por parte da quadrilha que atuava na avenida da cidade onde estão concentrados os bancos.

Encapuzados, os assaltantes não falaram muito enquanto mantiveram as vítimas sob a mira de armas de grosso calibre. “O ataque simultâneo pareceu bastante planejado. Uma coisa daquela parecia filme. Foi um pânico. Fiquei com muito medo de morrer”, relembrou.

O pesquisador do Fórum Brasileiro de Segurança Pública (FBSP) Felipe Freitas disse que as corporações acabam ficando mais interessadas em conduzir operações do que conceber políticas de verdadeira prevenção ao fenômeno. Além disso, afirmou que esses ataques e explosões fazem com que os pequenos municípios fiquem vítimas da situação por muito tempo.

Isso porque os moradores se deslocam para outros locais, onde há agências bancárias, e acabam desembolsando os recursos nesses lugares. É o que relatou um senhor deficiente, morador da cidade, que depende de benefícios governamentais. Sem uma perna, ele precisa viajar mais de 50 km para a cidade vizinha, Santa Maria da Vitória, e relata que acaba fazendo as compras por lá mesmo.

Um oficial da inteligência da Polícia Militar da Bahia, que pediu para não ser identificado, esteve presente nas buscas aos criminosos de Correntina. “Eles fugiram para Maracás, a 500 km do local do assalto. No final, nove suspeitos foram localizados. Cinco morreram.” As facções na região Nordeste do Brasil: – Maranhão: Bonde dos 40: Surgida entre 2010 e 2011, a facção foi detectada pelas autoridades em janeiro de 2014.

Originada em presídios de São Luís, sua área de atuação se restringe ao Maranhão. Seu principal concorrente é o CV. Por isso, para hegemonia territorial, é aliada no Maranhão com o PCC. – Ceará: Guardiões do Estado: O GDE, ou 745, foi fundado em 2015 como dissidência do PCC no Ceará.

Em 2016, estabeleceu uma parceria com o PCC para conquistar territórios. Em 2019, a parceria foi desfeita, mas sem rusgas. É abastecida por drogas do Cartel de Cali, na Colômbia, por meio de fornecedores no Peru e na Bolívia. Atualmente, seus rivais são o PCC e o CV. – Rio Grande do Norte: Sindicato do Crime: Fundada em 27 de março de 2013, o Sindicato do Crime é uma dissidência do PCC.

Seu líder é Marcelo André de Oliveira, o Bença. Mais armado, tem sua estrutura semelhante com a do PCC, que é tido como seu principal inimigo. Como estratégia, a facção tenta cooptar integrantes do PCC e vende drogas com preço mais barato no Rio Grande do Norte.

  • As autoridades apontam a facção como a maior do Nordeste contra o PCC.
  • Paraíba: Nova Okaida e EUA: A Nova Okaida é grupo criminoso paraibano dissidente da Okaida, fundada em 2002.
  • Age no tráfico de drogas e em roubos a bancos.
  • Seu líder é José Roberto Batista dos Santos, o Betinho.
  • Para ser integrante da facção, é necessário um homicídio, mesmo que não haja condenação.

Costuma delimitar seus territórios com pichação em imóveis. É a facção com mais integrantes e com maior domínio territorial da Paraíba. Não associada nem ao PCC nem ao CV, embora não seja inimiga, tem a maioria dos pontos de venda de drogas de João Pessoa e região metropolitana.

  • Prioriza cooptar fornecedores do que integrantes de outras facções.
  • Sua principal inimiga é a facção Estados Unidos.
  • A EUA, fundada em meados de 2008, é formada por dissidentes e opositores da Okaida.
  • Costuma delimitar suas áreas com pichações da bandeira dos Estados Unidos e tem alianças comerciais e operacionais com o PCC.

Como tática de tentativa de crescimento no estado, coopta menores de idade e vendem oxi, um subproduto da cocaína. – Bahia: Comando da Paz: O CP surgiu em 2002, em um presídio de Salvador, como um setor do PCC responsável pela interlocução entre presidiários e autoridades.

Em 2004, com a prisão de Raimundo Alves de Souza, o Ravengar, o CP se expandiu por Salvador, com uma estrutura hierárquica semelhante com a do PCC. Tinha acordos comerciais com o PCC, mas se aliou ao CV posteriormente. Seus principais concorrentes são: Caveira, Bonde do Maluco e Katiara. Caveira: Se diz o PCC na Bahia.

Foi detectada dentro do sistema penitenciário local em 2004. De 2004 a 2007, manteve disputa territorial intensa com o Comando da Paz. Tem acordos comerciais com o PCC de São Paulo, mas opera à parte. Seus principais inimigos são o Comando da Paz e o Katiara.

  1. Tem parceria com o Bonde do Maluco.
  2. Atiara: Fundada em 16 de outubro de 2013.
  3. Antes disso, o grupo se chamava Primeiro Comando Recôncavo.
  4. O atual nome era o mesmo nome de uma rua onde morava a companheira de um dos fundadores.
  5. Seu escopo é fortalecer o crime na Bahia, respeitando a existência (não os territórios) das demais facções que atuam no local.
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Tem aliança com o Terceiro Comando Puro, do Rio de Janeiro, e tem o CV declarado como inimigo. Apesar de ter menos territórios em Salvador do que o CP e a Caveira, é a que mais detém armas de grosso calibre, como fuzis e metralhadoras. As autoridades dizem que o grupo é forte no “Novo Cangaço”, modalidade de crimes de roubo a banco que estão ocorrendo em cidades de pequeno/médio porte no Brasil nos últimos dois anos.

  • Bonde do Maluco: O BDM foi fundado em 2014 no presídio de Salvador.
  • No estado, está aliado a Caveira e à facção MPA (Mercado do Povo Atitude).
  • É tida como a facção mais forte do Novo Cangaço e está em franca expansão por Salvador.
  • Representa o varejo do PCC na Bahia, mas é tida como a facção que mais cresce no estado, cooptando rivais.

Mercado do Povo Atitude: O MPA trata-se de uma facção pequena, mas em expansão pelo Sul da Bahia, principalmente na região de Porto Seguro, com apoio do BDM e do PCC. Seu líder é André Márcio de Jesus, o vulgo Buiu. Seus principais concorrentes são o Primeiro Comando Campinho em Eunápolis.

PCC: Filial da matriz paulista. Usa os mesmos símbolos, estatuto e códigos. Tem acordo de paz dentro e fora do sistema com CP, Caveira e Katiara, depois de desistir de enfrentar as facções locais pelo controle do varejo na Bahia. – Piauí: O PCC domina o estado sem concorrência à altura, dentro e fora dos presídios.

O foco da facção no local é no tráfico de crack e na expansão de bocas de fumo em Teresina e Parnaíba. – Pernambuco: PCC sem lideranças importantes e CV minoritário. O crime organizado lá é pulverizado em pequenos grupos atuantes a partir do Agreste, especialmente em Limoeiro, Garanhuns e Caruaru.

O sertão é polo de crimes contra bancos. – Sergipe: PCC é hegemônico com aliança com o Bonde do Maluco. CV existe mais é tido como insignificante. A cidade de Itabaiana é usada como entreposto para drogas destinadas a outros locais do Nordeste. Longe dos portos, mas na fronteira com países produtores. O Centro-Oeste brasileiro é o principal ponto de entrada e de passagem do tráfico de drogas e de armas do Brasil.

Autoridades públicas federais apontam que cerca de 80% da cocaína e maconha que entram no país passam, antes, por ali. “A maioria dessa droga tem como destino não o Mato Grosso do Sul, mas, sim, os grandes centros consumidores e os estados onde estão baseadas essas facções, que mandam também através dos nossos portos e aeroportos, principalmente cocaína para outros países e continentes.

Então, não é só uma preocupação nacional. É uma preocupação da América do Sul”, afirmou o secretário da Segurança Pública do MS, Antônio Carlos Videira. No Mato Grosso do Sul, o PCC domina. No Mato Grosso, o CV. Goiás tem uma disputa entre as duas facções e a facção local Família Monstro. E o Distrito Federal tem, além das duas nacionais, também existe a facção local Comboio Cão.

A logística local é monitorada constantemente pelo DOF (Departamento Operacional de Fronteira), no Mato Grosso do Sul. Ali, foi identificada, pela primeira vez, a figura do “mateiro”: Criminosos locais que se escondem em pontos estratégicos, atrás de árvores, para observar e repassar informações relevantes de pontos de passagem da droga produzida nos países vizinhos.

Em meio a isso, nem a atuação da Senad (Secretaria Nacional Antidrogas), do Paraguai, e da DEA (a agência de repressão às drogas dos EUA) conseguem barrar a ação dos narcotraficantes, que chegam a tomar partes de territórios de fazendeiros para plantar, a contragosto, boa parte da maconha que é vendida no Brasil.

A região foi dominada, primeiro, pelo CV, com Fernandinho Beira-Mar. Depois, chegou o PCC. Ficou estipulado, ao longo dos últimos anos, que PCC usaria a fronteira com Pedro Juan Caballero, enquanto o CV, a fronteira com Capitán Bado. Após a morte do mega-traficante Jorge Rafaat, em 2016, o clima, que já era tenso, piorou.

No ano passado, o conflito entre facções terminou até com a morte da filha do governador de Amambay, cuja capital é Pedro Juan Caballero. “Minha filha foi a uma festa de aniversário de uma amiga, se encontrou com uma amiga e com o Bebeto, que é um rapaz que também morreu. Ao sair da festa, foram assassinados brutalmente por pessoas do crime organizado, com armas potentes, armas pesadas, que não mediram as consequências, mataram a todos, incluindo duas brasileiras estudantes de medicina”, relembrou o governador Ronald Acevedo.

“Minha filha também era estudante de medicina, do quarto ano, e nós cremos que o alvo era o Bebeto, mas mataram pessoas inocentes. É o que tenho a dizer sobre minha filha. Tinha 21 anos. Ia completar 22 agora, depois de amanhã. Vivia conosco. Estava no quarto ano de medicina”, complementou o governador.

As facções na região Centro-Oeste do Brasil: Mato Grosso: Comando Vermelho: Fundada em 1999 na Penitenciária Central do Estado, para impedir a consolidação do PCC no sistema penitenciário local. Seu primeiro nome foi Primeiro Comando dos Cuiabanos. Em 2013, se tornou CVMT. É aliada da facção fluminense, mas tem autonomia administrativa e estatuto próprio.

Hegemônico na penitenciária central, está em franca expansão por todo o sistema penitenciário do estado. Mato Grosso do Sul: Domínio do PCC. Goiás: Disputa entre PCC e CV. O PCC é maior dentro e fora dos presídios. Enquanto o PCC prioriza a região próxima do Distrito Federal, o CV prioriza regiões próximas do Mato Grosso.

  • Eu tive que correr a agachar junto com a minha avó na cozinha.
  • Os homens maus, com arma, entraram em casa procurando coisa, jogando tudo no chão.
  • Minha avó ficou triste, começou a chorar”, disse B., de apenas 10 anos, morador de um bairro pobre de Florianópolis dominado pela facção PGC (Primeiro Grupo Catarinense).

Seu colega de sala, M., de 9 anos, também relembra quando teve que correr da escola numa ocasião. “A gente estava jogando bola na quadrinha da escola. Aí começou o tiroteio. A tia pediu pra gente correr e eu corri tanto que só parei quando cheguei em casa”, afirmou.

  1. Naquela mesma quadra, hoje funciona uma aula comunitária de basquete.
  2. No Sul do país, as facções se aliam às duas nacionais e inauguraram, há pouco, uma nova rota do tráfico internacional de cocaína.
  3. Com as crescentes apreensões no porto de Santos e nos portos do Nordeste brasileiro, as facções nacionais agora tentam chegar aos portos do Uruguai e da Argentina.

Para isso, acontecem confrontos. Mas, antes dessa logística vigorar, já existiam dezenas de facções locais, sobretudo no Rio Grande do Sul, disputando espaços dentro e fora das prisões. Construída na década de 1950, a Cadeia Pública de Porto Alegre, conhecida principalmente pelo antigo nome, de Presídio Central, é controlada, efetivamente, pelos presos.

  • A organização do crime gaúcho começou por dentro, indo para fora com o fortalecimento do tráfico de drogas ao longo dos anos 1990.
  • O escritor e documentarista Renato Dornelles acompanhou os movimentos da segurança pública no Rio Grande do Sul por mais de 30 anos.
  • Ele relata que os primeiros traços de organização do crime no estado apareceram no fim dos anos 1980, com a criação da facção Falange Vermelha — inspirada no Comando Vermelho carioca.

Com o tempo, ela perdeu força em favor das facções Manos (de inspiração paulista), dos Brasas e dos Abertos. Tudo isso no Presídio Central. A partir do meio dos anos 1990, sob os olhos da Brigada Militar, que passou a cuidar da segurança do presídio. Segurança essa das galerias para fora, porque, das galerias para dentro, o domínio é dos grupos criminosos.

Em 2007, aparecem os primeiros sinais da presença dos Balas na Cara e suas execuções violentas a partir do bairro do Bom Jesus. As decapitações e os esquartejamentos se avolumaram a ponto dos criminosos de outras facções criarem a Conexão Anti-Bala. A socióloga Marcelli Cipriani entrou no Presídio Central para desenvolver sua pesquisa.

Para ela, a gestão efetiva da cadeia pelos próprios internos atende igualmente a objetivos deles próprios (que controlam os locais e o fluxo de dinheiro) e do governo (que não precisa se preocupar em impor regras do lado de dentro). Cipriani também coloca o quanto a paz dentro do presídio realmente se impõe, por mais que a guerra seja dura do lado de fora.

Além disso, ela pesquisou que as subidas e descidas rápidas dos homicídios no estado têm relação direta com o movimento das facções, assim como apontam pesquisadores em São Paulo. Jorge Luiz de Oliveira Gomes é um ex-policial que foi condenado a 73 anos de prisão, por diversos homicídios, e, por isso, viveu longos anos no presídio Central.

“Para não morrer, tive que sair do papel de mocinho e ir para o papel de vilão. Tive que virar criminoso dentro da cadeia”, disse. Hoje em liberdade, o ex-policial era o chamado “plantão” da galeria onde estava preso. Ou seja, era o representante do setor perante as outras galerias e à direção da unidade.

  1. Ele conta que as autoridades não circulam dentro do presídio.
  2. Para a diretora do DHPP (Departamento de Homicídios e Proteção à Pessoa), delegada Vanessa Pitres de Aguiar Corrêa, atualmente, cerca de 90% dos homicídios no estado têm ligação com as facções criminosas.
  3. Ela afirmou que uma pessoa ou um grupo criminoso ostentar uma coleção de homicídios foi símbolo de status por um bom tempo no Rio Grande do Sul.

Em frente à sede da direção da Polícia Civil gaúcha está o resumo da problemática que impulsiona, há anos, o fomento das facções. Sem vagas no sistema penitenciário, infratores da lei, que cometeram crimes que variam desde agressões simples até capturados pela Justiça, podem aguardar dias detidos dentro de uma viatura, com mão algemada ao volante, sob sol.

Quando o estado prende mal, não ressocializa. Ao contrário, fomenta e sustenta as facções. As facções na região Sul do Brasil: Em Santa Catarina: PGC (Primeiro Grupo Catarinense): Fundado em 3 de março de 2003 na penitenciária de Florianópolis. Inimiga do PCC, tem com aliados nacionais o CV, o Cartel do Norte, a Okaida e o Sindicato do Crime.

Forte dentro de Santa Catarina, não pretende se expandir para fora do estado e domina 10 regiões locais. PCC: Domina pelo menos seis territórios dentro de Santa Catarina. Fatura mais do que o PGC, mas tem como objetivo dominar as regiões portuárias para o seu principal negócio a nível nacional: o tráfico internacional de cocaína.

  1. CV/SC: Aliada ao PGC, o CV-SC não tem ligação com o CV no Rio.
  2. Usa o nome como “homenagem”.
  3. É voltada para crimes de lavagem de dinheiro, principalmente em Balenário Camboriú e Florianópolis.
  4. Força Revolucionária Catarinense: Foi fundada em 2012 por um membro excluído do PGC, que é dono, até hoje, de pontos de venda de drogas localizadas na Grande Florianópolis.

Tem uma posição neutra na rivalidade entre PCC e PGC. Primeiro Crime Revolucionário Catarinense: Se coloca como oposição ao PCC e ao PGC. Dentro do sistema penitenciário, está centrado na penitenciária regional de Joinville. Fora da cadeia, atua no norte de Santa Catarina.

  • No Rio Grande do Sul: Os Manos: Fundada em 1996, é focada no tráfico de drogas, assaltos a comércios e enfrentamento contra policiais.
  • Está centrada nos presídios de Porto Alegre, Charqueadas, Novo Hamburgo, Montenegro e Venâncio Aires.
  • Trata-se da facção mais estruturada do Rio Grande do Sul.
  • Seus principais rivais são a Bala na Cara, Frente Antibala e V7.

Está associada ao PCC. Seu líder é Paulo Márcio Duarte da Silva, o Maradona. Facção que mais lucra no Rio Grande do Sul, ela foca na “qualidade” dos territórios, não na quantidade de locais dominados. Prioriza cooptações, não batismos. Muito forte no interior do estado, mas não planeja influência fora do estado.

  • Suas rotas de escoamento de cocaína incluem Argentina e Uruguai.
  • Bala na Cara: Fundada em 2008 na Vila Bom Jesus, em Porto Alegre.
  • É a facção mais violenta do Rio Grande do Sul, tendo como regra eliminar seus desafetos com tiros no rosto.
  • Recruta traficantes menores com aluguel de armas e oferta de segurança em troca de dedicação ao grupo.

Além do tráfico de drogas, é forte no roubo de carros. Estima-se de 1/3 dos carros roubados na região metropolitana de Porto Alegre tenham ligação com o grupo. Já foi aliada ao PCC, mas atualmente é fechada com o CV. Seu líder é Luís Fernando da Silva Soares Júnior, o Múmia.

São inimigos de Abertos e Os Manos. Suas rotas incluem Argentina e Uruguai. As armas do grupo chegam via Cidade do Leste, no Paraguai. Abertos: Tem no tráfico e no roubo de banco suas atuações principais. Seu maior rival é Os Manos, mas evita confrontos. Seus principais líderes são Juraci de Oliveira da Silva, o Jura, e Cláudio Adriano Ribeiro, o Papagaio.

Conceição: Embora menor, tem muito contato com fornecedores de cocaína. Tem baixo grau de organização, é formada por traficantes e usuários de drogas. Seu chefe é Paulo Ricardo Santos da Silva, o Paulão da Conceição. V7: Fundada depois de 2010, faz principalmente a segurança de bocas de fumo para outras facções.
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O que significa o sinal com 4 dedos no crime?

postado em 20/10/2022 14:42 / atualizado em 20/10/2022 14:44 (crédito: Comprova/ reprodução) Investigado por: A Gazeta, Alma Preta, Tribuna do Norte, Plural e SBT Falso: É falso que o sinal feito por traficantes do Rio de Janeiro, que indicam a letra “L” com as mãos em vídeo que circula nas redes sociais, tenha relação com o ex-presidente e candidato à Presidência da República Luiz Inácio Lula da Silva (PT).

O gesto simboliza a facção criminosa Amigos dos Amigos (A.D.A), segundo especialista consultado pelo Comprova e reportagens sobre o tema. Às vésperas do segundo turno, a peça de desinformação tenta criar relação dos criminosos com o presidenciável, embora o vídeo seja de 2018, quatro anos antes deste período eleitoral.

Conteúdo investigado: Vídeo com imagens da prisão de traficantes no Morro do Urubu, na Zona Norte do Rio de Janeiro, com locução masculina narrando detalhes da ação. Nas imagens, os criminosos fazem “L” com a mão e sobre a imagem o título informa “Traficantes tiram foto no blindado”.

  • Luiz Inácio Lula da Silva (PT) não é citado, mas os comentários da postagem no Kwai associam o símbolo à inicial do nome do ex-presidente e candidato à Presidência da República.
  • No TikTok, a gravação está acompanhada da frase “Traficantes fazem o L”.
  • No WhatsApp, um trecho do vídeo circula com uma foto do petista com chifre e a seguinte inscrição: “Esse é meu garoto, mó orgulho de você companheiro!” Onde foi publicado: Kwai, TikTok, Twitter e WhatsApp.

Conclusão do Comprova: É falsa a associação criada entre traficantes fazendo a letra “L” em vídeo de reportagem com o ex-presidente Lula, que usa a letra inicial de seu nome na campanha eleitoral. O gesto é uma referência a um líder da facção Amigos dos Amigos (A.D.A), Paulo César Silva dos Santos, conhecido como Linho e que desapareceu no início dos anos 2000.

O grupo criminoso, que atua no Rio de Janeiro, é uma dissidência do Terceiro Comando e rivaliza com o Comando Vermelho. O conteúdo investigado foi compartilhado em plataformas de vídeo sem fazer referência a Lula, porém, induz a interpretações equivocadas pelos internautas, uma vez que a gravação foi cortada, dando destaque aos traficantes que fazem o “L”, e não informa o contexto original do material.

Apesar de publicada às vésperas do segundo turno, na verdade trata-se do trecho de uma reportagem exibida pela TV Record em 2018 — isto é, quatro anos antes do atual período eleitoral. Já no WhatsApp, a mensagem circula com uma foto de Lula, cuja imagem é acompanhada de chifres e uma frase atribuída ao ex-presidente: “Esse é meu garoto, mó orgulho de você, companheiro!” Imagens do mesmo vídeo também foram usadas na propaganda de TV do presidente e candidato à reeleição, Jair Bolsonaro (PL), estabelecendo uma relação indevida dos traficantes com seu adversário na disputa.

Falso, para o Comprova, é o conteúdo inventado ou que tenha sofrido edições para mudar o seu significado original e tenha sido divulgado de modo deliberado para espalhar uma falsidade. Alcance da publicação: O Comprova investiga os conteúdos suspeitos com maior alcance nas redes sociais. Até o dia 19 de outubro, a publicação obteve no Kwai mais de 860 mil visualizações, 48,7 mil curtidas e outros 14,2 mil compartilhamentos.

No TikTok, foram 603 mil visualizações e 13,4 mil curtidas, enquanto a postagem no Twitter registrou a menor performance, com pouco mais de 200 interações. Já no WhatsApp, não há possibilidade de medir o alcance. O que diz o responsável pela publicação: O Comprova entrou em contato com o perfil Mundo d@s News pelo Kwai, mas não houve resposta até a publicação desta checagem.

  1. Também tentou contato com a conta do TikTok que postou o vídeo na plataforma, Willianlima3513, porém, não é possível o envio de mensagens entre perfis que não se seguem mutuamente.
  2. Como verificamos : Buscamos no Google pelas palavras-chaves “traficantes”, “sinal”, “L” e “Lula”.
  3. Entre os resultados, o primeiro foi a verificação do De Fato, do SBT, que em setembro já desmentia a relação do gesto feito por traficantes com Lula.

A publicação também explicava que o símbolo é usado pela facção A.D.A, numa referência a um de seus líderes, Linho. A consulta ainda retornou reportagem do The Intercept, que descreve a atuação dos grupos criminosos no Rio de Janeiro e esclarece o uso do “L”.

Em uma nova pesquisa, agora com o termo “ADA”, entre os principais resultados foram encontrados uma postagem no Twitter, de 2020, também falando sobre a simbologia da letra na facção, e um vídeo postado em 2021, no canal do YouTube “A.D.A do Linho”, com um funk intitulado “Faz o L Só Quem É A.D.A Até Morrer”, que traz essa mesma frase em quatro momentos da composição.

A partir de informações contidas no conteúdo aqui investigado, chegamos ao vídeo original, que é uma reportagem da TV Record sobre a prisão de traficantes no Complexo do Alemão, em 2018. A reportagem também entrou em contato com o especialista em segurança pública e professor da Universidade Federal Fluminense (UFF) Lenin Pires para explicar a razão que leva determinado grupo de traficantes a fazer a letra “L” com as mãos, e ainda a assessoria de Lula, para se manifestar sobre o caso, mas não houve resposta.
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O que o PCC não aceita?

18 mandamentos do PCC – Revisto e atualizado em 2017. A Sintonia Final comunica a todos os irmãos que foram feitas algumas mudanças necessárias em nosso Estatuto. O PCC foi fundado em 1993, Comemoramos esta data no dia 31 de agosto de todos os anos, mas 24 anos se passaram e enfrentamos várias guerras, falsos criminosos foram desmascarados, sofremos duros golpes, fomos traídos inúmeras vezes, perdemos vários irmãos, mas graças a nossa união conseguimos superar todos os obstáculos e continuamos crescendo.

  • Nós revolucionamos o crime impondo respeito através da nossa união e força que o certo prevalece acima de tudo com a nossa justiça, nós formamos a lei do crime e que todos nós respeitamos e acatamos por confiar na nossa justiça.
  • Nossa responsabilidade se torna cada vez maior porque somos exemplos a ser seguido.

Os tempos mudaram e se fez necessário adequar o Estatuto à realidade em que vivemos hoje, mas não mudaremos de forma alguma nossos princípios básicos e nossas diretrizes, mantendo características que são nosso lema PAZ, JUSTIÇA, LIBERDADE, IGUALDADE e UNIÃO acima de tudo ao Comando.

  1. Que o novo Estatuto faça juz a cara que o Comando tem hoje e com o apoio e união de todos almejamos crescer cada vez mais, fortalecendo a ajuda aos que necessitam.
  2. Agradecemos todos os irmãos que se dedicam pela nossa causa e qualquer dúvida procure a Sintonia para que possíveis dúvidas sejam esclarecidas.

veja também o Estatuto do PCC original de 1997 1 Item: Todos os integrantes devem lealdade e respeito ao Primeiro Comando da Capital, devem tratar todos com respeito, dando bons exemplos a ser seguidos pela massa, acima de tudo ser justo e imparcial.2 Item: Lutar sempre pela PAZ, JUSTIÇA, LIBERDADE, IGUALDADE e UNIÃO, visando sempre o crescimento da organização, respeitando sempre a ética do crime.3 Item: Todos os integrantes do Comando tem por direito expressar sua opinião e tem o dever de respeitar a opinião de todos.

Sabendo que dentro da organização existe uma hierarquia e uma disciplina a ser seguida e respeitada. Aquele integrantes que vier a causar divisão dentro do Comando, desrespeitando esses critérios, será excluído e decretado.4 Item: Aquele integrante que for para rua tem a obrigação de manter o contato com a Sintonia da sua quebrada ou da quebrada que o mesmo estiver.

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Estar sempre a disposição do Comando, a Organização necessita do empenho e união de todos os integrantes. Deixamos claro que não somos sócios de um clube e sim integrantes de uma Organização Criminosa, que luta contra as opressões e injustiças que surgem no dia a dia e tenta nos afetar.

Sendo assim, o Comando não admite acomodações e fraquezas.5 Item: Todos os integrantes que estiver na rua, tem a mesma obrigação, sendo ele estruturado ou não, porém os estruturados tem condição de se dedicar ao Comando e quando possível participar de projetos que venham a criar soluções desamparo social e financeiro para apoiar os integrantes desamparados.6 Item: O comando não admite entre seus integrantes, estupradores, pedófilos, caguetas, aqueles que extorquem, invejam, e caluniam, e os que não respeitam a ética do crime.

Veja também a Cartilha de Conscientização da Família 1533 7 Item: É dever de todos os integrantes da facção colaborar e participar dos “progressos” do comando, seja ele qual for, pois os resultados desse trabalhos são integrados em pagamentos de despesas com defensores, advogados, ajuda para trancas, cesta básica, ajuda financeira para os familiares que perderam a vida em prol a nossa causa, transporte para cadeirantes, ou auxílio para doentes com custo de remédio, cirurgia e atendimentos médicos particulares, principalmente na estruturas da luta contra os nossos inimigos, entre várias situações que fortalecem a nossa causa ou seja o crime fortalece o crime, essa é a nossa ideologia.8 Item: Os integrantes que estiverem na rua e passando por algum tipo de dificuldade, poderão procurar a Sintonia para que o Comando possa ajuda-lo ir para o corre, deixando claro que o intuito da organização e fortalecer todos os seus integrantes, para que cada um tenha Condições de se empenhar também no progresso do Comando e assim nossos objetivos serem atingidos com total êxito.9 Item: Todos os integrantes devem ter a certeza absoluta que querem fazer parte do Comando, pois aquele que usufrui dos benefícios que o Comando conquistou e pedir pra sair pelo fato da sua liberdade estar próxima ou até mesmo aquele que sair para a rua e demonstrar desinteresse por nossa causa, serão avaliados e se constatado que o mesmo agiu de oportunismo o mesmo poderá ser visto como traidor, tendo atitude covarde e o preço da traição é a morte.10 Item: Deixamos claro que a Sintonia Final é uma fase da hierarquia do Comando composta por integrantes que tenham sido indicados e aprovados pelos irmãos que fazem parte da Sintonia Final do Comando.

  1. Existem várias Sintonias, sendo a Sintonia Final a última instância.
  2. O objetivos da Sintonia Final é lutar pelos nossos ideais e pelo crescimento da nossa Organização.11 Item: Toda missão destinada deve ser concluída.
  3. Será feita uma avaliação da capacidade de cada integrante indicado pela Sintonia, e aquele que for selecionado e aprovado tem capacidade de cumprir uma missão, e tem o dever de arcar com as despesas financeira, mas quando for possível todos os gastos ficarão sob a responsabilidade do Comando.

Essas missões incluem principalmente ações de resgate e outras operações restritas ao Comando. Todos aqueles que vierem a ser resgatados, terão a obrigação de resgatar outro irmão, aquele irmão que falhar na missão por fraqueza, deslealdade, será excluído e o caso será avaliado pela sintonia, no caso de vazar as ideias poderá ser caracterizado como traição e a cobrança será a morte.12 Item: O Comando não tem limite territorial, todos os integrantes que forem batizados são componentes do Primeiro Comando da Capital, independente da cidade, estado ou país, todos devem seguir a nossa disciplina e hierarquia do nosso Estatuto.

conheça também o Regime Disciplinar do PCC → Cartilha do PCC 13 Item: O Comando não tem nenhuma coligação com nenhuma outra facção, vivemos em harmonia com facções de outros estados, quando algum integrante de outra facção chegar em alguma cadeia nossa o mesmo será tratado com respeito e terá o apoio necessário, porém queremos o mesmo tratamento quando o integrante do Comando chegar preso em outro estado em cadeias de outras facções e se algum integrante de outra facção de outro estado desrespeitar a nossa disciplina em nossa cadeia vamos procurar a Sintonia responsável pelo mesmo e juntos procurarmos a solução e se ocorrer de um irmão nosso estar desrespeitando, a busca da solução será da mesma forma.

Deixamos bem claro que isso se trata de facções de outro estado que seja amiga do Comando.14 Item: Todos os integrantes serão tratados com igualdade, sendo que a nossa luta é constante e permanente, seus méritos e atitudes serão avaliadas dando prioridade para aquele que merece, esclarecendo que méritos não é sinônimo de acomodações e impunidade diante da nossa luta, tratando com igualdade para os iguais e desigualdade para os desiguais.15 Item: Os ideais do Comando estão acima dos conflitos pessoais, no entanto o Comando será solidário com aquele integrante que esteja certo e em desvantagem para resolver os seus problemas pessoais, o apoio será prestado, a causa será prestado, a causa será aprovada, após a avaliação direta da Sintonia.16 Item: É inadmissível usar o Comando para ter benefício próprio.

  1. Se algum integrante vier a subfaturar algo para ganhar dinheiro em cima do Comando, agindo com esperteza em benefício próprio, será analisado pela Sintonia e após ser comprovado o superfaturamento o mesmo será excluído e decretado.
  2. Nenhum integrante poderá usufruir do contato do Comando para transações comerciais ou particulares sem o conhecimento da Sintonia, os irmãos que investir o capital em mercadoria ou ferramentas para negociar, podem fazer negócio com a Família e obterem seu lucro desde que não seja abusivos, pois todo o fruto desse trabalho é destinado aos necessitados em prol a nossa ideologia.17 Item: O integrante que vier a sair da Organização e fazer parte de outra facção caguetando algo relacionado ao Comando será decretado e aquele que vier a mexer com a nossa família terá a sua família exterminada.

O Comando nunca mexeu com a família de ninguém e tais não terão paz. Ninguém é obrigado a permanecer no Comando, mas o Comando não vai ser tirado por ninguém.18 Item: Todos os integrantes tem o dever de agir com severidade em cima de opressões, assassinatos e covardias realizados por Policiais Militares e contra a máquina opressora, extermínios de vidas, extorsões que forem comprovadas, se estiver ocorrendo na rua ou nas cadeias por parte dos nossos inimigos, daremos uma resposta a altura do crime.
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Quem mandou matar o cabelo duro do PCC?

Dossiê estava pronto – O cabo Wanderley tinha preparado um dossiê contra o sargento e iria repassar as informações para seus superiores. Uma das acusações é a de que Farani havia pedido para ele levantar a placa de um veículo Audi de Cláudio Roberto Ferreira, o Galo, ladrão de bancos ligado ao PCC.

  1. Três dias depois desse levantamento, Galo foi assassinado com 70 tiros na rua Coelho Lisboa, no Tatuapé.
  2. O crime aconteceu na noite de 23 de julho de 2018.
  3. Segundo o DHPP, cinco meses antes de morrer Galo atraiu para a morte Wagner Ferreira da Silva, o Cabelo Duro, narcotraficante também integrante do PCC.

Cabelo Duro foi morto com tiros de fuzil na rua Eleonora Cintra, no Tatuapé, na noite de 23 de fevereiro de 2018. Uma semana antes ele havia coordenado e participado dos assassinatos de Gegê do Mangue e de Paca no Ceará. As suspeitas do DHPP são de que o sargento Farani matou Cabelo Duro a mando de pessoas do PCC ligadas a Gegê e Paca, como vingança pelas mortes dos dois, e também assassinou o assaltante Galo como forma de queima de arquivo.
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Qual tattoo do PCC?

TATUAGEM 1 – CARPA Essa é uma das tatuagens que mais vejo pelas ruas. E há muitas também no cárcere. A carpa possui o significado que aqueles que a usam são membros do PCC.
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É possível sair do Comando Vermelho?

A possibilidade de sair ou não do movimento também depende do tipo de facção a que o jovem pertence. O Comando Vermelho (CV) tende a ter leis rígidas e severas. Dificilmente um jovem consegue deixar o grupo.
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Quem é mais forte o PCC ou Comando Vermelho?

Tiago Muniz – Repórter do núcleo de jornalismo investigativo da Record TV Nos becos, vielas e quebradas. Em mansões, apartamentos de alto padrão e carros de luxo. Nas regiões de portos e na fronteira seca. No mar, em rios, na terra e no ar. Não existe um local no Brasil em que não haja a presença e a atuação de organizações criminosas.

O país tem pelo menos 53 facções criminosas em atividade, com registros de atuação nas 27 unidades federativas. Com base em investigações e monitoramentos de diferentes órgãos dos governos federal e estaduais – como Polícia Federal, Agência Brasileira de Inteligência (Abin) e secretarias de Segurança, além de promotorias e tribunais de Justiça-, o dado foi compilado durante viagens realizadas às cinco regiões do Brasil, no segundo semestre de 2021, pelos repórteres Luís Adorno, Tiago Muniz e Márcio Neves, com coordenação de Thiago Samora e chefia de André Caramante, por meio do Núcleo de Jornalismo Investigativo da Record TV.

O Ministério Público paulista contabiliza que há pelo menos 35 mil integrantes na maior organização criminosa do país. Nascido em São Paulo em 31 de agosto de 1993, motivado, entre outros fatores, pelo Massacre do Carandiru, ocorrido em outubro de 1992, o PCC avançou para outros estados e países com o passar do tempo.

Em pleno processo de cartelização, a facção paulista tenta estabelecer uma lavagem de dinheiro refinada e se conecta a outras organizações criminosas ao redor do mundo, como, por exemplo, a máfia italiana ‘Ndrangheta, tida por autoridades europeias como a organização criminosa mais influente em atividade no mundo.

Não é segredo que o PCC é a maior facção do país, com ação transnacional. Ele não age apenas na compra de maconha e cocaína de países produtores, mas também exporta toneladas de drogas para Europa, África e Ásia por meio de navios de carga que atracam na costa brasileira.

  • Já o Comando Vermelho, que é a facção mais antiga do país, ocupa o posto de segunda maior do Brasil.
  • Apesar de ter sido a primeira a chegar ao Paraguai, onde busca drogas e armas, o CV não tem tradição de exportar cocaína para outros continentes – apesar de haver registros de envio de droga para fora.

Das 27 unidades federativas do país, apenas quatro têm o domínio de uma só facção em seu território: São Paulo, Mato Grosso do Sul e Piauí têm como facção predominante o PCC. Já o Mato Grosso é dominado apenas pelo CV. Dados do segundo semestre de 2021 apontam registros de conflitos violentos dentro do sistema penitenciário em pelo menos 11 estados.

  1. E, no mesmo período, em pelo menos nove unidades da federação as facções se enfrentavam nas ruas.
  2. Esses registros, no entanto, são voláteis.
  3. De lá para cá, esses choques podem ter cessado, se ampliado ou outras dinâmicas locais podem ter surgido.
  4. No Sudeste, as principais facções criminosas em atividade, além do PCC e do CV, são a Amigos dos Amigos, Terceiro Comando Puro, Primeiro Comando de Vitória e Trem Bala.

Os dados compilados não incluem milícias. Facções e milícias são organizações criminosas. O que diferencia os dois grupos, apesar das semelhanças, é a ligação intrínseca das facções com os presídios, enquanto as milícias têm elos com polícias. Na região Norte, o estado amapaense concentra facções locais mais fortes –e mais violentas- do que as também presentes PCC e CV.

  1. As locais são: Família Terror do Amapá, Amigos Para Sempre e União do Crime do Amapá.
  2. As cinco facções e uma polícia que nunca teve um policial condenado por excesso são as razões pelas quais anualmente o Amapá figura entre os estados mais violentos, proporcionalmente, do país.
  3. Além das facções amapaenses, uma das principais atuantes no Norte do país é a Cartel do Norte (antiga Família do Norte), tida como a principal da região.

Ela tem como base o Amazonas, mas há ramificações registradas em áreas do Pará. No Acre, PCC, Bonde dos 13 e Ifara são as facções que fazem frente ao CV. Estruturado por Fernandinho Beira-Mar quando esteve no presídio federal de Porto Velho, o CV é a facção criminosa mais antiga em Rondônia, com registros de presença desde pelo menos 2009.

Lá, existem núcleos duros do grupo nas cidades de Ariquemes e Vilhena. O PCC se instalou em meados de 2012, com núcleos em Rolim de Moura e Cacoal. A rivalidade entre PCC e CV é maior dentro das cadeias do que nas ruas. Já Roraima é dominado pelo PCC depois de a facção ter exterminado integrantes do CV e do CDN.

Há poucas disputas territoriais, já que o mercado local é fraco. Lá, o PCC é voltado para os negócios com grupos da Venezuela e da Guiana. Indígenas são tidos como público-alvo para o tráfico de maconha, de acordo com as autoridades de segurança pública locais.

No Pará, o PCC foi detectado em 2006, está bem estruturado e segmentado. Seu principal inimigo é o CV, já seu principal aliado é o Comando Classe A. A facção paulista é influente dentro dos presídios, mas não hegemônica nas ruas. Já o CV foi detectado em 2009 e, atualmente, é a principal facção do estado.

Ainda no Pará, há a presença do CDN, que é menor do que o PCC e o CV. Sem alianças, está quase em extinção na localidade. O CCA, também conhecida pela sigla 331, surgiu em Altamira, onde é tida até hoje como muito forte. Em Tocantins, o PCC era absoluto até 2009.

Depois de uma rebelião ocorrida naquele ano, lideranças da facção foram transferidas para o sistema penitenciário federal. Com isso, o CV se fortaleceu no local, chegando a ser a maior facção até 2016. Em 2018, o PCC voltou a se recuperar no território e é, até hoje, a facção predominante no local. O estado é usado pelas duas facções como um local de entreposto da cocaína que chega dos países produtores.

O clima é tido como tenso entre as duas facções dentro e fora dos presídios. Quanto à região Nordeste, no estado do Ceará a atuação das facções possui dinâmica diferente. Na periferia de Fortaleza, estar livre não quer dizer o mesmo que ser livre. Você pode estudar, trabalhar e ter uma família bem estabelecida.

E, mesmo assim, não ser livre o suficiente para atravessar uma rua, frequentar uma escola ou ir para um posto de saúde. Isso acontece se você mora em um bairro dominado por uma facção e precisa se dirigir a um bairro dominado por outra facção. Esse é o principal fenômeno criminal estipulado pelas facções Guardiões do Estado, PCC e CV no estado cearense.

Já na Bahia, existe uma forte conexão do crime organizado com o chamado “Novo Cangaço” – termo que é controverso. Alguns especialistas preferem chamar o fenômeno de “domínios/tomadas de cidade”. Quinto maior estado da federação, a Bahia tem a ação forte de facções criminosas nas grandes cidades.

No entanto, a conexão delas com o interior se dá principalmente a partir dos grandes assaltos em pequenos municípios. Entre as facções locais, uma delas tem se especializado nesse tipo de crime, inclusive agindo em outros estados do país, em ações midiáticas. Trata-se do Bonde do Maluco. Saindo da Bahia, no Maranhão o Bonde dos 40 surgiu entre 2010 e 2011, e foi detectado pelas autoridades em janeiro de 2014.

A área de atuação da facção, que se originou em presídios de São Luís, se restringe ao estado. Seu principal concorrente é o CV. Por isso, para hegemonia territorial, é aliada no Maranhão ao PCC. No Rio Grande do Norte, fundada em 27 de março de 2013, o Sindicato do Crime é uma dissidência do PCC.

Mais armado, tem estrutura semelhante à do PCC, tido como seu principal inimigo. Como estratégia, a facção tenta cooptar integrantes do PCC e vende drogas com preço mais barato. As autoridades apontavam a facção como a maior do Nordeste contra o PCC. No Piauí, Pernambuco e Sergipe, o PCC é a maior facção local.

Na Paraíba, a Nova Okaida é grupo criminoso dissidente da Okaida, fundada em 2002. É a facção com mais integrantes e com maior domínio territorial no estado. Não é associada ao PCC nem ao CV, embora não seja inimiga, e tem a maioria dos pontos de venda de drogas de João Pessoa e região metropolitana.

  • Sua principal inimiga é a facção Estados Unidos, fundada em meados de 2008.
  • Ela é formada por dissidentes e opositores da Okaida.
  • O Centro-Oeste brasileiro é o principal ponto de entrada e de passagem do tráfico de drogas e de armas do Brasil.
  • Autoridades públicas federais apontam que cerca de 80% da cocaína e maconha que entram no país passam, antes, por ali.

No Mato Grosso do Sul, o PCC domina. No Mato Grosso, o CV. Goiás tem uma disputa entre as duas facções e a facção local Família Monstro. E o Distrito Federal tem, além das duas nacionais, a facção local Comboio do Cão. Na região Sul, as facções locais costumam se aliar às duas nacionais e inauguraram, há pouco, uma nova rota do tráfico internacional de cocaína.

Com as crescentes apreensões no porto de Santos e nos portos do Nordeste brasileiro, as facções nacionais agora tentam chegar aos portos do Uruguai e da Argentina. Para isso, acontecem confrontos. Mas, antes de essa logística vigorar, já existiam dezenas de facções, sobretudo no Rio Grande do Sul, disputando espaços dentro e fora das prisões.

Construída na década de 1950, a Cadeia Pública de Porto Alegre, conhecida principalmente pelo antigo nome, de Presídio Central, é controlada, efetivamente, pelos presos. A organização do crime gaúcho começou por dentro, indo para fora com o fortalecimento do tráfico de drogas ao longo dos anos 1990.
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O que significa a sigla TD 3?

1. Td3. Abreviação de tudo 3, que significa: tudo tranquilo, tudo sossegado, tudo na paz.
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O que significa tudo 3 Rs?

A política dos 3Rs. A importância da política dos 3Rs A política dos 3Rs é uma medida criada para que as pessoas diminuam a produção de lixo. Trata-se de um incentivo ou uma campanha para influenciar a população a poluir menos o meio ambiente através de um consumo consciente e também por meio de um manejo sustentável dos produtos e materiais utilizados no dia a dia.

  • Reduzir
  • Quando falamos em reduzir, estamos nos referindo ao ato de diminuir o lixo e também a emissão de poluentes através de um consumo mais consciente, poupando também os recursos naturais.
  • Alguns exemplos:
  • – utilizar sacolas retornáveis ao invés de sacolas plásticas nos supermercados;
  • – preferir copos e materiais reutilizáveis ao invés dos descartáveis;
  • – consertar objetos ao invés de jogá-los fora e comprar novos;
  • – conter o consumismo desenfreado de produtos não úteis.
  • Reutilizar

A ação de reutilizar um produto é poder dar uma nova utilidade para algo que, normalmente, seria jogado fora. Assim, evitamos que um lixo seja produzido e que também outro produto seja comprado, reduzindo tanto o descarte quanto o consumo.

  1. Exemplos:
  2. – aproveitamento de latas para a confecção de um porta-lápis;
  3. – garrafas plásticas podem ser utilizadas para fabricação de pequenos assentos;
  4. – a água empregada na lavagem de roupas pode ser reutilizada na lavagem do quintal ou até da casa.
  5. – um móvel ou aparelho quebrado pode ser consertado ao invés de ser jogado fora.
  6. Reciclar

Promover uma reciclagem é a transformação de um produto que não pode ser mais utilizado em um novo produto ou matéria-prima. Lembre-se de que reciclar é diferente de reutilizar, pois na reutilização o material reaproveitado continua sendo o mesmo, embora possa ser usado para fins diferentes.

  • Exemplos:
  • – papéis velhos podem virar um novo papel reciclado;
  • – o plástico pode ser derretido e transformado em um plástico novo;
  • – pneus de carro podem ser reciclados e transformados em borracha, que é utilizada para outros fins.
  • – latas velhas podem ser transformadas em alumínio, este empregado como matéria-prima.
  • A política dos 3Rs vem para nos mostrar que é possível sim manter uma sociedade sustentável, desde que a sociedade, empresas, fábricas e até o governo se unam em prol de um mundo ambientalmente mais correto e agradável para as gerações do presente e do futuro.
  • Por Me. Rodolfo Alves Pena

: A política dos 3Rs. A importância da política dos 3Rs
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Qual é a terceira facção?

Terceiro Comando, conhecido pela sigla TC, foi uma facção criminosa brasileira, com base no Rio de Janeiro, surgida para se opor ao Comando Vermelho em 1988. A facção foi extinta no início da década de 2000. Rio de Janeiro, Brasil. Assassinatos, tráfico de drogas e rebeliões.
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